Chega sempre o dia em que a Terra treme, os Céus desabam, o dia rasga-se sob o peso da noite e tudo termina…
Chega sempre o dia e que arriscamos a um salto mortal sem rede e o trapézio nos falha…
Chega sempre o dia em que a balança pende pa um lado… e nós estamos no prato que sobe…
Chega sempre o dia em que voz do abismo nos chama +alto e sedutora e nos largamos na sua direcção…
Chega sempre o dia em que o cansaço vence a força de vontade (ainda que esta seja de ferro)…
Chega sempre o dia em que nos abandonamos; não queremos que nos achem, nem sequer que nos procurem… queremos apenas ficar ali algures e em lado nenhum…
Chega sempre o dia em que perdemos a guerra… não importa quantas batalhas travámos, tampouco quantas vitórias conquistámos… a derradeira não será nossa…
Chega sempre o dia em que desistir é um acto de coragem, mais valente do que qualquer outro… e tudo termina… ficará apenas a cinza do esquecimento…
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