"Tocas-me levemente no rosto, o polegar desliza pela minha boca arrancando-me um arrepio sorrido. Aproximas-te lentamente com o olhar fixo e sussurras “Amo-te!”.
Sorriu de uma pureza quase infantil… os olhos flamejam paixão… respondo-te “Amo-te, Amo-te muito agora e sempre!”…
Abraças-me calorosamente. Os nossos troncos desnudados ficam colados uníssonos como um só corpo. A respiração acelera, as faces enrubescem, os corações disparam… o tempo pára sobre si, suspenso no olhar eterno de segundos. Não há palavras, não são precisas… o silêncio grita o que não dizemos… nós sabemos…
Aproximas-te num movimento contínuo, lento desejado. Os meus lábios anseiam os teus…
Estás perto, sinto a tua respiração, respiro o teu ar… estás tão perto que poderias respirar por mim…
…E o sono desperta abrupto!
Abro os olhos e já não estás lá… mas o teu cheiro permanece no ar tão real quanto pode. O meu corpo ainda te recorda… Existimos, amámos… vivemos… num tempo que não foi nosso!"
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