segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Fenix

“Senta-se no lume impávida. O medo não a assusta, não existe!Labaredas agarram-na poderosas, como tentáculos de um polvo gigante. Não se debate, deixa-se ficar ausente, alheia, imperturbável, como se já mais nada tivesse a perder!

O fogo queima, dilacera, desfaz... doi... doi mortalmente, mas não grita, não chora, não geme, não se queixa... Espera pacientemente que o destino a embale. E perece! Lentamente, em silêncio solitário. Torna-se cinza! E a cinza torna-se pó!

Mas o que belo não morre e na morte há generosidade... o pó tornar-se-á cinza, a cinza ganhará forma... e renascerá na dor que a matou... tão bela quanto antes, igual ao que era, mas diferente do que foi!”

Sem comentários:

Enviar um comentário